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domingo, 25 de outubro de 2015

O HOMEM QUE FREOU O DESERTO: UMA LIÇÃO PARA O MUNDO

Yacouba Sawadogo, o agricultor que tornou férteis mais de 3 milhões de hectares de terras desérticas.


Sawadogo reviveu uma antiga técnica de cultivo que melhora a qualidade do solo e, como resultado, torna mais férteis as terras desérticas. Com uma firme certeza de que tudo pode mudar, ele começou a sua luta contra o deserto.
Começou em 1974 quando a seca assolou o Sahel, a zona eco climática e biogeográfica de transição entre o norte do deserto do Saara e o sul da savana sudanesa.
Embora muitos vizinhos abandonassem suas aldeias, rodeadas de terras estéreis, ele só pensava em uma forma de repovoar com árvores a região de Gourga, em Burkina Faso (ex República de Alto Volta até 1984.)
Pensavam que ele era louco, mas 40 anos depois conseguiu recuperar mais de três milhões de hectares de terreno desértico em 8 países do Sahel, convertendo-as em terra de cultivo
Para conquistar seu objetivo, Yacouba Sawadogo decidiu empregar uma técnica de agricultura tradicional denominada "ZAi" ainda que adaptando-a aos tempos modernos. Este método consiste em cavar regos de uns 20 cm em que se deposita esterco e composto ao lado das sementes.
Após três anos de experimentação, convenceu-se de que o método poderia ser a solução definitiva para o deserto. Os resultados parecem dar-lhe razão. Desde as primeiras chuvas o rendimento da terra se duplica, chegando a multiplicar-se por quatro. 
Convencido de que poderia revolucionar a vida de seus compatriotas, decide a percorrer o país, de moto, para ensinar a técnica a todos os agricultores que pudesse.
Este burkinés, sem utilizar nenhuma técnica da civilização moderna começou a plantar segundo a técnica "Zai" tradicional de seus ancestrais, que ele melhorou expandindo poços para que se mantenha a umidade e acrescentando esterco e palha para retê-la por um tempo maior.
Seus experimentos tiveram êxito, a fertilidade começou a aumentar. Junto com as sementes de milho e sorgo começaram a crescer árvores. A forma de plantar permitiu que mais agua penetrasse no solo. Dessa forma, os aquíferos de agua subterrânea na região de Yatenga, que haviam diminuído em razão da seca da década de 80, começaram a subir. 
Em torno de acidade de Quahigouya, Capital de Yatenga, no Norte de Burkina Fazo, Sawadogo criou em 20 anos um bosque de 20 ha.
Com o tempo, decidiu melhorar o método plantando também árvores que ajudaram a manter a umidade do solo e favoreciam a infiltração natural da agua. Quarenta e um ano depois dos primeiros experimentos, seu método já recuperou mais de três milhões de hectares de terrenos desérticos e se estendeu de Burkina Fazo a mais 8 países da região de Sahel.

Protagonizou vários filmes documentais como este abaixo: O homem que deteve o deserto, de 2010, do cineasta Mark Dodd e, hoje, dedica-se a dar conferências ensinando seu método e os benefícios que ele traz.
Aqueles que o consideraram louco quando plantava em pleno deserto, agora, aos 67 anos, o consideram um herói. E ele diz que, sua recompensa, é saber que milhares de pessoas são capazes de viver do fruto de suas terras.
Sua compreensão do mundo e da conservação da natureza é profunda: "Se cortamos 10 árvores diariamente e não plantamos uma só em um ano, vamos caminhar direto para a destruição".

Autora: Regina Motta - 
http://www.paisagismodigital.com/Noticias/Default.aspx?in=412


sábado, 24 de outubro de 2015

BAIXO PISO DOS PROFESSORES BRASILEIROS REPERCUTE MAL ATÉ NO EXTERIOR

"Mais lamentável ainda, segundo notícias da imprensa brasileira, é a aprovação de um piso nacional para os professores de apenas R$ 2.743,65... Para 2018. Deboche duplicado"

Via e-mail, a brasileira Sarah Vilarinho e cinco professores holandeses nos enviaram uma Nota de Solidariedade aos professores do Brasil. Neste mesmo documento, criticam o baixo piso salarial dos nossos educadores, incompatível com a economia do país, que se destaca como a sétima maior do planeta. Eis:
"Estimados colegas educadores do Brasil,
Temos acompanhado pela mídia o enorme esforço de vocês em busca de melhores salários e condições mais adequadas de trabalho. Parabéns.
No entanto, o que se percebe, tristemente, é que os governos brasileiros só reconhecem a educação pública e seus profissionais do magistério em época de campanhas eleitorais, quando fazem apelos demagógicos para tentar atrair o voto da população. Lamentável.
Mais lamentável ainda, segundo notícias da imprensa brasileira, é a aprovação de um piso nacional para os professores de apenas R$ 2.743,65... Para 2018. Deboche duplicado.
Tal política educacional brasileira é, contraditoriamente, incompatível com o poder econômico desse país. Segundo agências internacionais, o Brasil é a sétima economia do planeta, à frente inclusive de países poderosos, como a França. Por que então não pôr em prática o slogan: "Brasil, pátria educadora?".
Os infortúnios, contudo, não podem levar ao desânimo. É preciso manter a cabeça erguida. Um dia a gente chega lá.
Um forte abraço,
Amsterdã, 23 de outubro de 2015
Sarah Vilarinho, Aaghie Reiziger, Bartje Bogarde, Dirkje Zenden, Christoffel  Ooijer, Eduwart Overmars

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

DIFERENTES MODOS DE PRODUÇÃO


Ao viverem em sociedade, as pessoas participam diretamente da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, ou seja, participam da vida econômica da sociedade. Assim, o conjunto de indivíduos que participam da vida econômica de uma nação é o conjunto de indivíduos que participam da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Ex: operários quando trabalham estão ajudando a produzir, quando, com o salário que recebem, compram algo, estão participando da distribuição, pois estão comprando bens e consumo. E quando consomem os bens e os serviços que adquiriram, estão participando da atividade econômica de consumo de bens e serviços. O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui, é a forma de organização socioeconômica associada a uma determinada etapa de desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção. Reúne as características do trabalho preconizado, seja ele artesanal, manufaturado ou industrial. São constituídos pelo objeto sobre o qual se trabalha e por todos os meios de trabalho necessários à produção (instrumentos ou ferramentas, máquinas, oficinas, fábricas, etc.). O modo de produção é uma forma determinada da atividade vital dos indivíduos, um determinado modo de vida.
Podem-se distinguir alguns tipos historicamente mais significativos de modos de produção: um destinado à satisfação direta das necessidades dos produtores; um segundo, destinado a manter uma classe dominante através da entrega regular de tributos e de trabalho compulsivo; outro, baseado na produção de mercadorias; e, finalmente, um baseado na obtenção do máximo lucro.

sábado, 10 de outubro de 2015

CRIAÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL - 11/10/1977






De fato, em 11 de outubro de 1977, o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar 31, que criou o Estado de Mato Grosso do Sul, em área desmembrada do estado de Mato Grosso. Já em 1 de janeiro de 1979, tomaram posse os deputados eleitos, em 15 de novembro de 1978, para a Assembleia Legislativa e Constituinte de Mato Grosso do Sul, conforme previsto na LC 31. O primeiro governador, o engenheiro gaúcho Harry Amorim Costa, servidor público do Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), autarquia federal hoje extinta, foi nomeado pelo presidente Geisel, de acordo com a mesma Lei Complementar.


A lei constitutiva de Mato Grosso do Sul afirmava que, nos seus quatro primeiros anos de existência, a partir de 1º de janeiro de 1979, o novo estado seria governado por um interventor nomeado pelo presidente da república. Na ocasião, o presidente Ernesto Geisel acentuou que a criação do Mato Grosso do Sul significava "o reconhecimento de uma realidade econômica e social" e destacou no novo estado, a 22ª unidade da federação brasileira, a "extraordinária vocação para o desenvolvimento agropecuário e agroindustrial", em função, sobretudo da fertilidade dos solos da região de Dourados e do grande potencial agrícola do cerrado.



terça-feira, 29 de setembro de 2015

DOURADOS 80 ANOS - MONUMENTO AO COLONO

O monumento ao colono foi criado na gestão do prefeito Brás Melo. O projeto da obra foi iniciado em junho de 1991 e o arquiteto responsável foi Luiz Carlos Ribeiro. A entrega da obra foi realizada em 08 de Dezembro de 1992. A obra representa a importância do trabalho dos colonos da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND), para o desenvolvimento do Município da Grande Dourados. No marco/monumento ao colono encontram-se lâminas e braços mãos de concreto aparente, fixado no centro de um aterro com um mapa da região impresso. (FOTOS NO LINK ABAIXO).


       A representação escultural é feita através de braços e mãos em concreto, saindo do chão, como o que retirando o que a terra produz e erguendo o desenvolvimento futuro representado, por sua vez, por lâminas de concreto que têm a forma de triângulo de vértice para baixo.

Nesse monumento está presente, a representação topográfica da Colônia a as Vilas, distritos e cidades com o mapa caracterizando a dimensão geográfica da Colônia. O arquiteto criou uma ideia de curvatura da terra, com o artifício de um aterro gramado imprimindo através de uma laje de concreto o mapa da Colônia Federal, ficando para cada conglomerado urbano nela contida uma floreira, com flores da região, contendo o nome gravado destas cidades, vilas e sedes de distritos. Essas localizações são hoje os distritos de Panambi, São Pedro, Vila Vargas, Indápolis e ainda as cidades de Fátima do Sul, Glória de Dourados, Deodápolis, Vicentina, Jateí e Douradina com seu distrito de Douradina.


Texto: Fernanda Chaves de Andrade
Fotos do Arquivo: Comissão de Revisão Histórica de Dourados

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Sou quem sou, porque somos todos nós


Um antropólogo estava estudando os usos e costumes de uma tribo africana e, quando terminou seu trabalho, sugeriu uma brincadeira para as crianças: - pôs um cesto muito bonito, cheio de doces embaixo de uma árvore e propôs às crianças uma corrida. Quem vencesse ganharia o bonito e delicioso presente. Quando ele disse “já”, todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção ao cesto. Dividiram tudo entre si muito felizes.

O antropólogo ficou surpreso com a atitude das crianças. Elas lhe explicaram: “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” Ele, então, percebeu a essência daquele povo. Não havia competição, mas sim colaboração. Ubuntu significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós!”

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

DORADOS 80 ANOS: PRIMEIROS PASSOS EM SEU DESENVOLVIMENTO URBANO

Quem poderia imaginar, em 1935, que Dourados de um pequeno povoado ou patrimônio nasceria um município independente, que ele cresceria a ponto de tornar-se o coração econômico de Mato Grosso do Sul?
Só mesmo quem conhecer de perto a coragem e a energia dos seus pioneiros desbravadores, com um sonho na cabeça, muito suor no rosto, muita coragem e muita fé em torná-lo real. A saga desses pioneiros legou desde os primórdios da colonização, exemplos de amor, trabalho e confiança nesta terra dádiva e generosa. Ela acolheu brasileiros e estrangeiros de todos os recantos, para aqui formar a grande família douradense. A força de gente que construíram seus ideais em meio à beleza exuberante da natureza e à generosidade de seu solo.
Ergueram casas, prédios, escolas, Igrejas, comércios, hospitais. Plantaram o progresso, cultivaram terras produzindo o sustento de milhares de pessoas: milho, arroz, feijão, hortaliças, soja, cana de açúcar, criações de animais. Em sua paisagem promissora, se construiu uma cidade moderna, dinâmica. Com a mesma determinação que sempre marcou sua gente, produz os alimentos que nossa região e nosso país necessitam para crescer.
São apenas alguns anos muito bem vividos, se compararmos a outros grandes centros brasileiros.
Dourados hoje, com seu perfil de cidade moderna e dinâmica, quase não deixa transparecer os seus primeiros passos, os primeiros desafios, as lutas, os grandes conflitos, as grandes conquistas.

Mas basta conviver com sua gente para perceber porque parece que foi ontem que tudo começou. É que a força do pioneirismo está na alma, no sangue de seu povo.







COMO ESTAMOS USANDO NOSSAS PEDRAS?


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

DOURADOS 80 ANOS: PIONEIROS DE DOURADOS

A região onde hoje se encontra o município de Dourados começou a receber um grande fluxo de imigrantes de várias partes do Brasil. A partir de 1884, começaram a chegar os primeiros povoadores dessa área. Entre 1888 e 1889, fortes grupos de desbravadores chegavam em busca da terra. Deles faziam parte os mineiros Antonio Francisco e José Vicente Azambuja, que, às margens do Rio Santa Maria, fundaram uma fazenda, que recebeu o nome do mencionado rio.
Em 1909, cerca de 50 pioneiros (destacava-se nesse grupo Marcelino Pires, Januário Pereira de Araújo e Joaquim Teixeira Alves) que iniciam um trabalho apoiado na criação de um patrimônio. Atraídas pelas notícias de boas terras, novas famílias chegam à região. Esses “forasteiros” ocuparam vários recantos do patrimônio. Seu povoamento foi efetuado principalmente:
     Pela chegada de muitos imigrantes paraguaios, que vinham em busca de melhores condições de vida, uma vez que seu país ficara arruinado com a guerra;
     Pela vinda de gaúchos que chegam à região em razão dos preços das terras serem baixos e passam a ocupar lotes de terras.
     Pelo desenvolvimento da cultura pastoril, principalmente por famílias mineiras;
   Pela construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, de 1904 a 1914, atraindo paulistas para região;
  Pela ação da Companhia Mate Laranjeira S/A, que deteve o monopólio da exploração dos ervais em toda a região
   Pela chegada dos nordestinos: essa vertente migratória veio em direção ao Centro-Oeste atraída pelos imensos espaços vazios, para expandir a fronteira agrícola, motivados pelo sonho de terem um pedaço de terra.
 Pela chegada dos imigrantes árabes, principalmente os Sírios e Libaneses, entre eles Martim Turco, cujo nome seria José Martins. A partir de 1920 chegam à região as famílias Milan, Rasselen, Faker e Rasslan. A principal atividade desses imigrantes era o comércio.

 A imigração japonesa para Dourados começou em 1952, embora já houvesse em 1927 uma família japonesa no patrimônio, quando o navio Ruys atracou no Porto de Santos com 22 famílias, num total de 112 pessoas, que vieram para o Brasil especificamente para se estabeleceram na Colônia Agrícola Nacional de Dourados. Porém antes mesmo da imigração oficial, a cidade já havia recebido diversas famílias japonesas, com destaque para a família do Senhor Jorge Nakagaki, que nasceu em Wakayama, em 1912, sendo considerado o primeiro imigrante japonês a chegar a Dourados, por volta de 1946. A partir de então, muitas outras famílias chegaram em Dourados, entre elas a do Senhor Kiheiji Nishimura e a do Senhor Toshinobu Katayama. 


PRECISAMOS DAR UM SENTIDO HUMANO ÀS NOSSAS CONSTRUÇÕES



Estive pensando na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles. (...) É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
(Olhai os Lírios do Campo)
Érico Veríssimo