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sábado, 6 de junho de 2015

DEZ MANDAMENTOS DO PROFESSOR


A sabedoria do mais influente legislador do Ocidente, Moisés, sintetizou uma concepção de mundo em Dez Mandamentos. Como bom educador, o ex-príncipe do Egito sabia que longos códigos são de difícil acesso. Curioso notar que constituições muito breves, como a norte-americana, passam dos dois séculos e constituições prolixas, como todas as brasileiras , caducam em prazos muito curtos.
Inspirados neste exemplo, elaboramos os Dez Mandamentos do Professor. Estes dez mandamentos são fruto de uma experiência particular e não se pretendem eternos ou válidos em qualquer ocasião. Gostaria apenas de fornecer a colegas, como você leitor, uma reflexão particular, que possa ser aprofundada, reinterpretada ou rejeitada de acordo com a sua experiência.
O que me levou a pensar nestes princípios é a mesma angústia que assola qualquer educador: como ser um bom profissional, ensinar, transformar meu aluno e fazer parte desta transformação? Como superar o tédio dos meus alunos, a indisciplina, a irrelevância de algumas coisas que faço e meu próprio cansaço? Como não considerar a sala um fardo e o relógio um inimigo? Como parar de achar que só vivo a partir do fim-de-semana? A partir destes questionamentos, você está permanentemente convidado a adensar ou criticar, fazer seus outros dez ou sintetizar a dois ou três, pois, quem acha que pode melhorar a aula que dá , já começou a viver educação. E quem não acha que pode? Bem, deixa para lá! Ensinar não é a única profissão do mundo…
PRIMEIRO: CORTAR O PROGRAMA!
SEGUNDO: SEMPRE PARTIR DO ALUNO!
TERCEIRO: PERDER O FETICHE DO TEXTO!
QUARTO: POSSIBILITAR O CAOS CRIATIVO.
QUINTO: INTERDISCIPLINAR!
SEXTO: PROBLEMATIZAR O CONHECIMENTO.
SÉTIMO: VARIAR AVALIAÇÕES.
OITAVO: USAR O MUNDO NA SALA DE AULA!
NONO: ANALISAR-SE PESSOALMENTE!
DÉCIMO: SER PACIENTE!
Acesse o link abaixo e faça uma análise sobre cada um desses mandamentos.

Texto:  Leandro Karnal

Imagem: educarparacrescer.abril.com.br

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

CULPAR PROFESSORES POR QUEDA NO IDEB É FALÁCIA E COVARDIA

A declaração do vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação - Consed de que a culpa pelas notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB seria das greves de trabalhadores em educação, só pode ser entendida como subterfúgio de quem detém a prerrogativa de mudar uma situação calamitosa no país, mas se omite, insistentemente.
Contrapondo a lamentável declaração do Sr. Eduardo Deschamps, Secretário de Educação de Santa Catarina, vale lembrar que o amplo descumprimento da Lei do Piso do Magistério e as péssimas condições de trabalho nas escolas são fatores centrais para a baixa qualidade da educação. E não será jogando a responsabilidade para os professores que a situação da qualidade se resolverá nas escolas públicas.
Pesquisa da UnB e da UFSC, divulgada em 2013, revelou que apenas 0,6% das escolas públicas do país contam com infraestrutura adequada. No Norte e no Nordeste, 71% e 65% das escolas, respectivamente, possuem condições estruturais elementares (abaixo da média tolerável).
A recente pesquisa da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que o Brasil ocupa a penúltima posição em investimento por estudante e média salarial dos professores no nível básico de ensino, entre 35 países pesquisados. O salário dos professores brasileiros corresponde a 1/3 (um terço) da remuneração de europeus, japoneses, sul-coreanos e norte-americanos.
Pior: muitos estados e municípios brasileiros possuem mais professores em contrato temporário e precário de trabalho do que concursados. E a múltipla jornada - necessária para complementar a renda familiar dos professores - atinge quase 30% da categoria, comprometendo a qualidade do trabalho escolar e a saúde dos profissionais.
Na última década, segundo o relatório da OCDE, o Brasil avançou no financiamento da educação, passando os investimentos de 3,5% do PIB em 2005 para 5,9% em 2011. Também a diferença no financiamento entre os níveis superior e básico reduziu. Em 2000, o custo per capita de um estudante universitário era 11 vezes superior ao aplicado na educação básica. Hoje é o quadruplo (o que ainda é alto!). O orçamento do MEC para o nível básico, no mesmo período, saltou de 20% para 50%, o que é salutar, porém insuficiente.
A CNTE entende que ao invés de tentar procurar “bodes expiatórios” fora da gestão pública para explicar as notas do Ideb, os secretários de educação deveriam convencer governadores e prefeitos a pagarem o piso nacional do magistério numa estrutura de carreira digna - assim como os demais trabalhadores escolares - e a melhorarem as condições estruturais das escolas públicas, munindo todas com laboratórios, bibliotecas, quadras esportivas, banheiros decentes, acesso à internet, área de lazer e segurança.
O Plano Nacional de Educação orienta a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para as políticas educacionais, e, juntamente com a regulamentação do Custo Aluno Qualidade, do Sistema Nacional de Educação e com a equiparação remuneratória do magistério com outros profissionais de mesmo nível de escolaridade, deverá proporcionar um novo paradigma de investimento e gestão escolar no Brasil. Mas é fundamental que todas as esferas de governos (federal, estaduais, municipais e distrital) atuem em conjunto e façam cada uma a sua parte, para que a educação básica dê o salto de qualidade que a sociedade tanto almeja.


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ALUNOS E PROFESSORES: OS TIPOS MAIS COMUNS

Quem atua no magistério há alguns anos certamente já cruzou com alguns tipos básicos de aluno. Mas existem, também, certos tipos de professor: com qual deles você se identifica? 
Qualquer adolescente que deseja aprender de verdade o faz com professores, sem professores ou apesar dos professores. Podemos observar isso no cotidiano das escolas: os alunos vão bem nas matérias que despertam seu interesse e tiram as piores notas naquelas de que não gostam. Cada um tem critérios próprios para eleger o que irá estudar. De acordo com a forma como “pegam” e “produzem” a matéria, os alunos podem ser dividido sem onze tipos:

ONZE TIPOS DE ALUNO
ESPONJA: é o aluno que absorve tudo. Anota em detalhes o que o professor fala e estuda sem fazer distinções. Come o que lhe põem à frente, oque não significa que aprendeu tudo.
 PENEIRA: utiliza uma peneira (filtro) para selecionar a parte que irá aproveitar da matéria. Ouve tudo, mas anota só o que lhe interessa. Quer saber apenas o que cai na prova.
 FUNIL: parecido com o “esponja”, represa tudo oque o professor diz para repassar em casa mais devagar, escolhendo o material a ser selecionado para estudar. É como se precisasse deixar para decidir depois, com mais calma.
 SALTEADO: aposta na sorte. Não é o “sorteado”. Como não sabe o que vai cair na prova, arrisca e estuda qualquer coisa, um capítulo, um trecho ou um tema escolhido ao acaso, na página quer abrir primeiro.
 SORTEADO: este aluno tem fé, acredita que vá cair tal ponto e estuda somente aquele. É como quem joga em determinado bicho porque sonhou com ele. Tem sempre um palpite. Quanto mais conhecer o professor ou a matéria, mais chance terá de ser “sorteado”.
 ÚLTIMA HORISTA: um tipo tradicional que só estuda na véspera da prova e faz trabalho escolar na fila de entrega. A maioria da sociedade brasileira é “última-horista”.
AUSENTE DE CORPO PRESENTE: é o estudante que aproveita a aula para organizar a agenda, fazer tarefas de outras disciplinas, desenhar, jogar batalha naval com códigos substituindo a fala, para não incomodar o professor. Prestar atenção na aula, nunca, ainda que olhe eventualmente para o professor.
 SINTONIA FINA: altamente desmotivado e desconcentrado, tem o radar ligado em sintonia fina para captar qualquer outro tema que não seja a aula.
  AUTODIDATA: não presta atenção na aula, falta muito, não se mata de estudar nem se esforça para realizar os trabalhos escolares. Na véspera da prova, pega o livro e se prepara sozinho. É o aluno autodidata, capaz de aprender por conta própria, "apesar do professor".
CHUPIM: é como o passarinho preto que bota seus ovos para o tico-tico chocar e criar. Não presta atenção nas aulas, não anota nada, nem livros tem, e na hora da prova cola de quem sabe. Sem interesse em aprender, entra nos grupos de trabalho escolar só para assinar o nome.
 ABELHA: é o aluno que trabalha faça chuva, faça sol. Sempre tem o seu mel. Se se descuidar, os “ursinhos vão roubar seu trabalho”. Dificilmente um aluno se enquadra apenas em uma característica. São vários tipos funcionando simultaneamente que, conforme o interesse do aluno pela matéria ou pelo professor, podem ser ressaltados ou encobertos. A característica final do aluno deve ser tirada pela média da frequência dos tipos usados. Mas qual é o tipo ideal? Cada um que pense conforme seus valores, pois eles têm embutidos diferentes critérios de valores pragmáticos e éticos. É importante que os professores conheçam esses tipos para que os critérios de avaliação dos alunos sejam aperfeiçoados. Não tomando alhos por bugalhos, o professor pode separar o joio do trigo.

Texto de Icami Tiba

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O QUE MAIS TOMA O TEMPO DO PROFESSOR?

Quando levantamos os problemas que nos afligem na sala de aula, muitas vezes achamos que apenas nós enfrentamos tais coisas.
O fato é que, não apenas na sua Escola, mas em muitas escolas do Brasil as questões que atrapalham o trabalho do Professor na sala de aula, também são compartilhados por outros Professores.
Em pesquisa recente perguntamos, dentre outras coisas:
O que toma mais seu tempo na sala de aula? As respostas foram:
43% ter de chamar atenção dos alunos a toda hora
38% correção de tarefas/trabalhos/lição de casa
19% ter de parar a aula para resolver  conflitos  envolvendo alunos

Ter de chamar a atenção dos alunos a toda hora:
O motivo principal que ocasiona o Professor ter de chamar a atenção dos alunos a toda hora, é porque o aluno não está envolvido na execução da tarefa, e quando isto ocorre o aluno encontra outras maneiras de usar o tempo da aula, o que nem sempre agrada o Professor.
Sugestão de solução: Avalie o tipo de tarefas que você está solicitando. São tarefas monótonas? Repetitivas? Mecânicas? Sempre escritas?
Procure diversificar as estratégias utilizando mais: exposições gráficas, musicais, teatrais, orais, debates, estudos do meio, apresentações em vídeo, fotos, criações, performances, etc.

Correção de tarefas, trabalhos e lição de casa:
Esta situação mostra falta de gerenciamento do tempo e procedimentos organizacionais da rotina da sala de aula. E quando não existe uma rotina de procedimentos,  boa parte da aula é consumida com a correção das tarefas.  Como resolver?
Sugestão de solução: Envolva todos os alunos no momento da correção, e aproveite para realizar o esclarecimento de dúvidas com a revisão do conteúdo ensinado. Faça mais correção coletiva, onde todos os alunos ajudam corrigindo as próprias tarefas. Enquanto a correção ocorre no quadro negro, peça para os alunos trocarem as tarefas e um aluno faz a correção da tarefa do colega.

Ter de parar a aula para resolver conflitos envolvendo alunos:
É árduo o trabalho de um Professor, que usa parte da aula para chamar a atenção dos alunos, outra parte para realizar as correções das tarefas e entre uma coisa e outra, ter de parar a aula, propriamente dita, para resolver os conflitos envolvendo os alunos.
Sugestão de solução: Faça um levantamento dos conflitos mais comuns que ocorrem dentro e fora da sala de aula. Junto com a Coordenação debatam na próxima reunião, quais serão os critérios para resolver cada um desses conflitos mais comuns.
Depois junto com os alunos, em sala de aula, abra espaço para que eles façam sugestões de resolução de cada conflito. Pegue as sugestões dos alunos, e tente fazer um contra ponto com os procedimentos que foram definidos na Reunião com a Coordenação, e elabore uma lista e deixe visível na sala e nos corredores.

Desta forma a solução para cada caso fica mais justa e transparente.  Em vários casos os próprios alunos já saberão que encaminhamento dar a questão, sem precisar que o Professor interfira a todo o momento.
Texto: SOS Professor

terça-feira, 20 de maio de 2014

SOCORRO: TENHO A PIOR TURMA DA ESCOLA!

O pesadelo de qualquer professor é iniciar o ano e receber a ” pior turma da escola” para lecionar. Não importa se você é um professor novato ou veterano, o fato é que ninguém está devidamente preparado para lidar com uma sala deste tipo.
O que quero dizer com a “pior turma da escola” ? Trata-se de um grupo de alunos para as quais suas estratégias de gestão da sala de aula simplesmente parecem não surtirem efeito. Seus alunos cospem no chão, cospem uns nos outros, falam palavrões, sobem nas carteiras, picham as paredes, gritam, brigam, ofendem, não te respeitam, jogam cartas durante a aula, brincam no celular, ouvem música, dançam na sala de aula, batem boca toda hora, falam em tom desafiador e mal educado, fazem ameaças, chutam a porta, barbarizam com o material dos colegas, não prestam atenção nas aulas, não realizam as tarefas?  Então, é bem provável que você esteja com a pior turma da escola. 
O QUE FAZER? QUE CAMINHO SEGUIR COM A TURMA?

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

AS DIFERENÇAS DAS GERAÇÕES X e Y


A Sala dos Professores é um local privilegiado para verificação de muitas situações, ela serve também como uma espécie de termômetro de como anda o relacionamento da Equipe com os colegas e dos Professores com os Alunos.
Assim é comum ouvirmos frases saudosistas do tipo: “no meu tempo aluno não falava assim”, “na minha época isso não acontecia na sala de aula”. Na verdade o que ocorre é que os tempos são outros, e os jovens também.
A verdade é que o nosso comportamento muda, a sociedade muda, a cultura muda, enfim, o comportamento dos adolescentes também sofrem mudanças.
E foi para entender o comportamento do jovem, que os especialistas em marketing e recursos humanos começaram a buscar respostas. Então categorizaram as gerações no sentido de explicar o que estava acontecendo.
Assim, crianças, jovens e adultos nascidos a partir de 1980 foram denominados como Geração Y. Nós, os nascidos nas décadas de 1960 a 1970 somos chamados de Geração X.
Para que você compreenda melhor, a Geração Y se diferencia porque é formada, fundamentalmente, de jovens nascidos imersos num ambiente virtual, onde tudo é muito rápido, superficial e dinâmico.
Aqui no Brasil, esses jovens são aqueles que cresceram durante os anos 90 à frente do videogame, conviveram com a internet, o computador, o celular e um vasto conjunto de aparatos tecnológicos.
Mas, saber disso em que nos afeta? Em tudo!!!. Temos de lidar com esta Geração diariamente e é fundamental que saibamos como ela funciona, deste modo poderemos conduzir todo o trabalho pedagógico de modo mais eficaz.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

TENHO ORGULHO DE SER PROFESSOR

PARABÉNS A TODOS OS PROFESSORES/EDUCADORES: PERSEVERANÇA NA NOSSA MISSÃO E ORGULHO DE SER O QUE SOMOS.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PROJETO DO MEC EXIGE APOIO AO PROFESSOR


A proposta do MEC (Ministério da Educação) de agrupar as 13 matérias do ensino médio em quatro áreas pode ser válida, mas demanda apoio e reciclagem de professores. A opinião é da professora norte-americana Deborah Stipek, ex-reitora da Escola de Educação de Stanford.
"No mundo real, humanidades e ciências são interconectadas. Um currículo integrado permite a professores organizar o ensino em torno de debates grandes e significativos, o que pode ser mais motivador para estudantes."

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Estresse: como lidar com o problema que mais afasta professores da sala de aula

A maioria dos professores que atua na Educação Básica tem uma reclamação em comum: sofre de estresse ou conhece quem já passou por isso. Em geral, as causas apontadas são a frustração diante da precariedade dos recursos para o trabalho; a pouca autonomia para ministrar os conteúdos em sala; a violência escolar; a indisciplina dos alunos; a falta de apoio da gestão e da família dos estudantes; e a pouca formação – que faz falta em momentos decisivos no dia a dia em sala, quando o professor fica sem saber como agir. LEIA MAIS...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O professor sempre está errado!

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO!
                                                           Jô Soares
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência;
É velho, está superado!
Não tem automóvel, é um pobre coitado;
Tem automóvel, chora de "barriga cheia”!
Fala em voz alta, vive gritando;
Fala em tom normal, ninguém escuta!
Não falta ao colégio, é um 'caxias';
Precisa faltar, é um 'turista'!
Conversa com os outros professores, estão 'malhando' os alunos;
Não conversa, é um desligado!
Dá muita matéria, não tem dó do aluno;
Dá pouca matéria, não prepara os alunos!
Brinca com a turma, é metido a engraçado;
Não brinca com a turma, é um chato!
Chama a atenção, é um grosso;
Não chama a atenção, não sabe se impor!
A prova é longa, não dá tempo;
A prova é curta, tira as chances do aluno!
Escreve muito, não explica;
Explica muito, o caderno não tem nada!
Fala corretamente, ninguém entende;
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário!
Exige, é rude;
Elogia, é debochado!
O aluno é reprovado, é perseguição;
O aluno é aprovado, deu 'mole'!
É, o professor está sempre errado...
Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!!!