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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

NADA É DE GRAÇA...


" A metade de uma aula em uma universidade, um dos alunos, inesperadamente perguntou ao professor:
- você sabe como se capturam os porcos selvagens?
O professor achou que era uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem respondeu que não era uma piada, e com seriedade começou sua dissertação:
- você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando um pouco de milho no chão. Os porcos vêm diariamente a comer o milho. Quando se acostumam a vir diariamente, você constrói uma cerca ao lado do local onde eles se acostumaram a vir. Quando se acostumam com a cerca, eles voltam para comer o milho e você constrói o outro lado da cerca...
Eles voltam a acostumar-se e voltam a comer. Você vai pouco a pouco até instalar os quatro lados do cercado em torno dos porcos, no final instala uma porta no último lado. Os porcos já estão habituados ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. É aí quando você fecha o portão e captura todo o grupo.
Simples assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles começam a correr em círculos dentro da cerca, mas já são sujeitos aprisionados. Depois, começam a comer o milho fácil e gratuito. Ficam tão acostumados a isso que esquecem como caçar por si mesmos, e por isso aceitam a escravidão; mais ainda, mostram-se gratos com os seus captores e por gerações vão felizes ao matadouro.
O jovem comentou com o professor que era exatamente isso que  via acontecer no seu país, no seu estado, em sua cidade, com seu povo.
Onde governos ditatoriais, escondidos sob o manto "Democrático", esteve jogando milho gratuito pelo tempo suficiente para alcançar a mansidão sistemática.
Cada novo " Governo Salvador " disfarçado em programas de ajuda ou suas esmolas, dá dinheiro, missões, planos, remissão, leis de " Proteção ", subsídios para qualquer coisa, expropriações indevidas, programas de "Bem-estar social", festas, feiras ou festivais, uniformes, transporte "Grátis", G R A T I S!
Toda essa gratuidade que oferecem os governantes e cheia de felicidade para um povo acostumado com as migalhas do milho fácil e gratuito, roubam-nos a capacidade de serem críticos pensantes e pessoas empreendedoras.
No entanto, claro que nada nos saiu de graça. "Não existe almoço grátis".
Fonte: Face de Ruth Farber Maier.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

MARGARINA: UM VENENO PARA A SAÚDE



A margarina foi criada no século XIX como um substituto mais barato (e mais saudável) que a manteiga. Quando surgiu, era uma mistura de sebo de vaca, leite desnatado, partes menos nobres do porco e da vaca e bicarbonato de sódio.  
Seu processo atual inclui o uso de solventes de petróleo (geralmente o hexano, bem barato), ácido fosfórico, soda, resultando numa substância marrom e malcheirosa, que sofre novo tratamento com ácidos clorídrico ou sulfúrico, altas temperaturas e catalisação com níquel, que deixa o produto parcialmente hidrogenado. Isso resulta em um produto com longo prazo de conservação, textura firme mesmo em temperatura ambiente, que não rancifica, não pega fungos nem é atacado por insetos ou roedores. 
Enfim, é um não alimento. O processo todo acaba por formar uma substância rica em um tipo particular de gordura chamado “trans”, insólita na natureza e de efeitos nocivos ao homem. Além disso, o principal predicado da margarina é ser rica em óleos poli-insaturados, que contribuem para um grande número de doenças. 
O Estado de São Paulo já noticiou, em 14/11/99, que a gordura da margarina causaria mais danos à saúde que a gordura saturada (segundo o FDA, órgão americano de fiscalização de alimentos e remédios). 
Em uma revista Exame, também de 99, saiu um artigo um pouco mais extenso e grave alertando sobre os perigos desse produto e falando das implicações que as poderosas multinacionais americanas estavam sofrendo no próprio país por colocar no mercado produtos comparável ao cigarro em termos de periculosidade. Curioso é que a repercussão no Brasil foi infelizmente pequena. 
A margarina pode estar relacionada a disfunções imunológicas, danos em fígado, pulmão e órgãos reprodutivos, a distúrbios digestivos, diminuição na capacidade de aprendizado e crescimento, problemas de peso, aumento no risco de câncer e, principalmente, a transtornos do metabolismo do colesterol, incremento de aterosclerose e doenças cardíacas. Ou seja, a margarina promove o que ela se propõe a tratar. 
A manteiga, por sua vez, é saudável, acompanha a humanidade há dezenas de séculos, pode ser feita artesanalmente no ambiente familiar e só foi considerada nociva e politicamente incorreta após a Revolução Industrial, que conseguiu deformar nosso entendimento de saúde e bom senso.
Texto adaptado de: http://www.umaoutravisao.com.br/margarina.html

Veja mais em: http://www.dicascaseiras.org/margarina-um-veneno-para-a-saude/

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

20 DE NOVEMBRO - O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


Em 20 de novembro comemora-se no Brasil o Dia da Consciência Negra. Mas você sabe o motivo de escolha dessa data?
Foi nesse dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi dos Palmares. Este foi a liderança mais conhecida do chamado Quilombo dos Palmares, que se localizava na Serra da Barriga, atual estado de Alagoas. A fama e o símbolo de resistência e força contra a escravidão mostrado pelos palmarinos fizeram com que a data da morte de Zumbi fosse escolhida pelo movimento negro brasileiro para representar o Dia da Consciência Negra. A data foi estabelecida pela Lei 12.519/2011.
Outro motivo para a escolha dessa data foi o fato de que no Brasil o fim da escravidão é comemorado em 13 de maio. Nesse dia, no ano de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea que abolia a escravidão no Brasil. Porém, comemorar o fim da escravidão em uma data em que uma pessoa branca e pertencente à família real portuguesa, a principal responsável pela escravidão no Brasil, assinou uma lei pondo fim ao cativeiro faz parecer que a abolição foi feita pelos próprios escravistas. Faz com que a abolição fosse apresentada como um favor dos brancos aos negros.
A escolha do dia 20 de novembro serviu, dessa forma, para manter viva a lembrança de que o fim da escravidão foi conseguido pelos próprios escravos, que em nenhum momento durante o período colonial e imperial deixaram de lutar contra a escravidão.
Os quilombos não deixaram de existir quando Palmares foi destruído sob o comando do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Vários outros quilombos foram formados nos duzentos anos após o fim de Palmares.
Mesmo nos anos finais da escravidão a ocorrência de fugas em massa de escravos das fazendas, a ocupação de terras e a realização de rebeliões foram muito importantes para que a Lei Áurea fosse assinada.
O fim da abolição não representou também o fim dos problemas sociais para os escravos libertados. O racismo e a resistência à inclusão dos negros na sociedade brasileira após a abolição foram também um motivo para se escolher o 20 de novembro como data para se lembrar dessa situação.
A resistência dos afrodescendentes não se fez apenas no confronto direto contra os senhores e forças militares, ela também ocorreu no aspecto religioso e cultural, como no candomblé, na capoeira e na música. Relembrar essas características culturais é uma forma de mostrar a importância dos africanos escravizados e de seus descendentes na formação social do Brasil.
Imagem: pt.wikipedia.org e www.votunews.com.br
Texto: http://www.escolakids.com
Por Tales Pinto - Mestre em História

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Como adquirir a verdadeira sabedoria


Era uma vez um jovem que visitou um grande sábio para lhe perguntar como se deveria viver para adquirir a sabedoria.
        O ancião, ao invés de responder, propôs um desafio:
- Encha uma colher de azeite e percorra todos os cantos deste lugar, mas não deixe derramar uma gota sequer.
        Após ter concordado, o jovem saiu com a colher na mão, andando a passos pequenos, olhando fixamente para ela e segurando-a com muita firmeza. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido cumprir a tarefa, mostrou a colher ao ancião, que perguntou:
- Você viu as belíssimas árvores que havia no caminho? Sentiu o aroma das maravilhosas flores do jardim? Escutou o canto dos pássaros?
           Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não e o ancião disse:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo apenas para cumprir suas obrigações sem usufruir das maravilhas do mundo. Assim nunca será sábio.
           Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas desta vez observando tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu da colher e passou a observar as árvores, cheirar as flores e ouvir os pássaros. Ao voltar, o ancião perguntou se ele viu tudo e o jovem extasiado disse que sim. O velho sábio pediu para ver a colher e o jovem percebeu que tinha derramado todo o conteúdo pelo caminho.
Disse-lhe o ancião:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo para as alegrias do mundo sem cumprir suas obrigações. Assim nunca será sábio.
        Para alcançar a sabedoria terá que cumprir suas obrigações sem perder a alegria de viver.
        Somente assim conhecerá a verdadeira sabedoria.
            
              Fonte: http://www.velhosabio.com.br


domingo, 25 de outubro de 2015

O HOMEM QUE FREOU O DESERTO: UMA LIÇÃO PARA O MUNDO

Yacouba Sawadogo, o agricultor que tornou férteis mais de 3 milhões de hectares de terras desérticas.


Sawadogo reviveu uma antiga técnica de cultivo que melhora a qualidade do solo e, como resultado, torna mais férteis as terras desérticas. Com uma firme certeza de que tudo pode mudar, ele começou a sua luta contra o deserto.
Começou em 1974 quando a seca assolou o Sahel, a zona eco climática e biogeográfica de transição entre o norte do deserto do Saara e o sul da savana sudanesa.
Embora muitos vizinhos abandonassem suas aldeias, rodeadas de terras estéreis, ele só pensava em uma forma de repovoar com árvores a região de Gourga, em Burkina Faso (ex República de Alto Volta até 1984.)
Pensavam que ele era louco, mas 40 anos depois conseguiu recuperar mais de três milhões de hectares de terreno desértico em 8 países do Sahel, convertendo-as em terra de cultivo
Para conquistar seu objetivo, Yacouba Sawadogo decidiu empregar uma técnica de agricultura tradicional denominada "ZAi" ainda que adaptando-a aos tempos modernos. Este método consiste em cavar regos de uns 20 cm em que se deposita esterco e composto ao lado das sementes.
Após três anos de experimentação, convenceu-se de que o método poderia ser a solução definitiva para o deserto. Os resultados parecem dar-lhe razão. Desde as primeiras chuvas o rendimento da terra se duplica, chegando a multiplicar-se por quatro. 
Convencido de que poderia revolucionar a vida de seus compatriotas, decide a percorrer o país, de moto, para ensinar a técnica a todos os agricultores que pudesse.
Este burkinés, sem utilizar nenhuma técnica da civilização moderna começou a plantar segundo a técnica "Zai" tradicional de seus ancestrais, que ele melhorou expandindo poços para que se mantenha a umidade e acrescentando esterco e palha para retê-la por um tempo maior.
Seus experimentos tiveram êxito, a fertilidade começou a aumentar. Junto com as sementes de milho e sorgo começaram a crescer árvores. A forma de plantar permitiu que mais agua penetrasse no solo. Dessa forma, os aquíferos de agua subterrânea na região de Yatenga, que haviam diminuído em razão da seca da década de 80, começaram a subir. 
Em torno de acidade de Quahigouya, Capital de Yatenga, no Norte de Burkina Fazo, Sawadogo criou em 20 anos um bosque de 20 ha.
Com o tempo, decidiu melhorar o método plantando também árvores que ajudaram a manter a umidade do solo e favoreciam a infiltração natural da agua. Quarenta e um ano depois dos primeiros experimentos, seu método já recuperou mais de três milhões de hectares de terrenos desérticos e se estendeu de Burkina Fazo a mais 8 países da região de Sahel.

Protagonizou vários filmes documentais como este abaixo: O homem que deteve o deserto, de 2010, do cineasta Mark Dodd e, hoje, dedica-se a dar conferências ensinando seu método e os benefícios que ele traz.
Aqueles que o consideraram louco quando plantava em pleno deserto, agora, aos 67 anos, o consideram um herói. E ele diz que, sua recompensa, é saber que milhares de pessoas são capazes de viver do fruto de suas terras.
Sua compreensão do mundo e da conservação da natureza é profunda: "Se cortamos 10 árvores diariamente e não plantamos uma só em um ano, vamos caminhar direto para a destruição".

Autora: Regina Motta - 
http://www.paisagismodigital.com/Noticias/Default.aspx?in=412


sábado, 24 de outubro de 2015

BAIXO PISO DOS PROFESSORES BRASILEIROS REPERCUTE MAL ATÉ NO EXTERIOR

"Mais lamentável ainda, segundo notícias da imprensa brasileira, é a aprovação de um piso nacional para os professores de apenas R$ 2.743,65... Para 2018. Deboche duplicado"

Via e-mail, a brasileira Sarah Vilarinho e cinco professores holandeses nos enviaram uma Nota de Solidariedade aos professores do Brasil. Neste mesmo documento, criticam o baixo piso salarial dos nossos educadores, incompatível com a economia do país, que se destaca como a sétima maior do planeta. Eis:
"Estimados colegas educadores do Brasil,
Temos acompanhado pela mídia o enorme esforço de vocês em busca de melhores salários e condições mais adequadas de trabalho. Parabéns.
No entanto, o que se percebe, tristemente, é que os governos brasileiros só reconhecem a educação pública e seus profissionais do magistério em época de campanhas eleitorais, quando fazem apelos demagógicos para tentar atrair o voto da população. Lamentável.
Mais lamentável ainda, segundo notícias da imprensa brasileira, é a aprovação de um piso nacional para os professores de apenas R$ 2.743,65... Para 2018. Deboche duplicado.
Tal política educacional brasileira é, contraditoriamente, incompatível com o poder econômico desse país. Segundo agências internacionais, o Brasil é a sétima economia do planeta, à frente inclusive de países poderosos, como a França. Por que então não pôr em prática o slogan: "Brasil, pátria educadora?".
Os infortúnios, contudo, não podem levar ao desânimo. É preciso manter a cabeça erguida. Um dia a gente chega lá.
Um forte abraço,
Amsterdã, 23 de outubro de 2015
Sarah Vilarinho, Aaghie Reiziger, Bartje Bogarde, Dirkje Zenden, Christoffel  Ooijer, Eduwart Overmars

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

DIFERENTES MODOS DE PRODUÇÃO


Ao viverem em sociedade, as pessoas participam diretamente da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, ou seja, participam da vida econômica da sociedade. Assim, o conjunto de indivíduos que participam da vida econômica de uma nação é o conjunto de indivíduos que participam da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Ex: operários quando trabalham estão ajudando a produzir, quando, com o salário que recebem, compram algo, estão participando da distribuição, pois estão comprando bens e consumo. E quando consomem os bens e os serviços que adquiriram, estão participando da atividade econômica de consumo de bens e serviços. O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui, é a forma de organização socioeconômica associada a uma determinada etapa de desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção. Reúne as características do trabalho preconizado, seja ele artesanal, manufaturado ou industrial. São constituídos pelo objeto sobre o qual se trabalha e por todos os meios de trabalho necessários à produção (instrumentos ou ferramentas, máquinas, oficinas, fábricas, etc.). O modo de produção é uma forma determinada da atividade vital dos indivíduos, um determinado modo de vida.
Podem-se distinguir alguns tipos historicamente mais significativos de modos de produção: um destinado à satisfação direta das necessidades dos produtores; um segundo, destinado a manter uma classe dominante através da entrega regular de tributos e de trabalho compulsivo; outro, baseado na produção de mercadorias; e, finalmente, um baseado na obtenção do máximo lucro.

sábado, 10 de outubro de 2015

CRIAÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL - 11/10/1977






De fato, em 11 de outubro de 1977, o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar 31, que criou o Estado de Mato Grosso do Sul, em área desmembrada do estado de Mato Grosso. Já em 1 de janeiro de 1979, tomaram posse os deputados eleitos, em 15 de novembro de 1978, para a Assembleia Legislativa e Constituinte de Mato Grosso do Sul, conforme previsto na LC 31. O primeiro governador, o engenheiro gaúcho Harry Amorim Costa, servidor público do Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), autarquia federal hoje extinta, foi nomeado pelo presidente Geisel, de acordo com a mesma Lei Complementar.


A lei constitutiva de Mato Grosso do Sul afirmava que, nos seus quatro primeiros anos de existência, a partir de 1º de janeiro de 1979, o novo estado seria governado por um interventor nomeado pelo presidente da república. Na ocasião, o presidente Ernesto Geisel acentuou que a criação do Mato Grosso do Sul significava "o reconhecimento de uma realidade econômica e social" e destacou no novo estado, a 22ª unidade da federação brasileira, a "extraordinária vocação para o desenvolvimento agropecuário e agroindustrial", em função, sobretudo da fertilidade dos solos da região de Dourados e do grande potencial agrícola do cerrado.