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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ASPECTOS CULTURAIS DE MATO GROSSO DO SUL



ASPECTOS CULTURAIS DE MATO GROSSO DO SUL
A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-culturais desenvolvidas pela população sul-mato-grossense muito influenciada pela cultura paraguaia. A cultura tradicional estadual é uma mistura de várias outras contribuições das muitas migrações ocorridas em seu território.
A formação cultural do sul-mato-grossense está associada à diversidade das tradições trazidas pelos migrantes e pelos imigrantes, mas algumas predominaram e deram uma característica muito peculiar às manifestações artísticas locais. E a música e a culinária se constituíram nos principais componentes da 'genética' de Mato Grosso do Sul. As músicas associadas a polcas, guarânias e rock embalam um cardápio plural e exótico na culinária, com produtos e preparos portugueses, indígenas, africanos, asiáticos e hispânicos.
A cultura local é uma mistura de várias contribuições das migrações ocorridas em seu território:
·         Pratos típicos: Arroz boliviano, Caribeu(guisado de carne com mandioca), Chipa (semelhante ao pão de queijo mineiro feito em forma de "ferradura"), Farofa de banana, Farofa de carne, Furrundu (feito com canela, rapadura e mamão verde), Pacu assado, Puchero (compõe-se sempre de carnes e legumes variados), Quibebe de mamão verde/espécie de purê elaborado com abóbora do tipo cabotian, normalmente temperado com alho e cebola), Sopa paraguaia (bolo de milho salgado, leite, óleo, queijo, cebola), Saltenha (pastel assado), Quebra-torto (refeição matinal com carne, arroz-de-carreteiro, café, bolo e geleias), Arroz carreteiro (mistura de charque picada (guisado) com arroz), Macarrão boiadeiro (carne de sol e espaguete), pamonha feita com milho verde cozido e a geleia de mocotó. A gastronomia do estado também é influenciada pela cultura dos imigrantes japoneses: pratos como o udon, o yakisoba,  sashimi, o sukiaki, sobá, o shoyu, o broto de bambu e o tofu.
·         Bebidas típicas: Caldo de piranha, Licor de pequi, Sorvete de bocaiuva, suco de guavira, geladinho e Tereré.
·         Peixes típicos dos rios do estado: pintado,  piraputanga,  curimbatá,  pacu e o dourado, costumam ser utilizados nos pratos típicos.
·         Símbolos: Viola de cocho, Trem do Pantanal, Arara Azul, Tuiuiú, Tereré, Pantanal.
·         No campo da música se destacam a Guarânia, Chamamé, Cururu, Siriri, Vanerão (também conhecido como limpa-banco), Polca Paraguaia, Rock. O gênero típico do estado é a música sertaneja do interior do Brasil, outrora chamada genericamente de modas, toadas, cateretês, chulas, emboladas e batuques, cujo som das modas de viola é predominante. Foi propagado por uma série de duplas, com a utilização de violas e dueto vocal. A figura humana típica do estado é a do pantaneiro: o vaqueiro que tradicionalmente cuidava do gado na região do pantanal. Os nordestinos trouxeram ritmos musicais e suas danças, como xote, o bailão e o forró.
Com os migrantes, em relação á alimentação, temos: o pão caseiro, a cuca, o chimarrão, o churrasco e o charque. Já na dança, eles nos legaram o xote e o vanerão. Mas sua influência também se faz sentir no vestuário: a bombacha, o lenço, o pala e ainda o arreio e o pelego para a montaria do cavalo. Com os mineiros conhecemos: Pão de queijo, o feijão tropeiro, o leitão pururuca, doce de leite, carne-seca ao sol, a rapadura, a farinha de mandioca e o pirão de peixe. Já a feijoada veio com os Cariocas. O cafezinho veio com os paulistas.
O ARTESANATO
O artesanato, uma  das mais ricas expressões culturais de um povo, no Mato Grosso do Sul evidencia crenças, hábitos, tradições e demais referências culturais do Estado. É produzido com matérias primas local e manifesta a criatividade e a identidade cultural do povo sul-mato-grossense através de trabalhos em madeira, cerâmica, fibras, osso, chifre, sementes, etc.
As peças em geral trazem à tona temas referentes ao Pantanal e às populações indígenas, trazem cores da paisagem regional, e além da fauna e da flora, podem retratar tipos humanos e costumes da região.
Os artesãos sul-mato-grossenses dispõem de sensibilidade, perícia e cuidado ao modificar a matéria-prima utilizando insumos disponíveis e técnicas de produção típicas. É por dizer tão bem quem são os sul-mato-grossenses, é pela qualidade e capricho depositados em cada peça pelas mãos habilidosas dos artesãos, que dispomos de um artesanato único e de uma importância cultural que extrapola fronteiras.
ARTESANATO INDÍGENA
Da agricultura de subsistência ao manejo do gado no Pantanal, dos rituais de caça e pesca ao artesanato. As atividades dos índios em Mato Grosso do Sul têm significado econômico e ganham incentivos do poder público. A presença é tão forte que Campo Grande tem até uma "aldeia urbana" - um núcleo de casas de alvenaria, mas com arquitetura semelhante a uma oca.
O principal parque da capital do estado leva o nome de "Nações Indígenas" e ali está o Museu da História Natural. Na entrada, os visitantes passam por um piso de vidro que reflete um cocar, símbolo maior do cacique de uma aldeia.
É por meio da produção artesanal, no entanto, que as principais etnias expressam seus costumes e moldam a cultura sul-mato-grossense. Cultura associada à manga orgânica, gariroba, milho, maxixe, pimentas, guavira, pequí, macaúba, carandá e fibra de buriti, uma das matérias-primas usadas na confecção de utensílios e adornos.
Com uma das maiores populações indígenas, Mato Grosso do Sul tem larga produção de artesanato. Inclusive com peças e instrumentos tombados como patrimônios imateriais - Viola do Cocho, a cerâmica dos Terenas, dos Kadiwéus e dos Kinikinawas.
Os Terenas se destacam na arte cerâmica, que tem como característica principal o avermelhado polido e o grafismo com padrões de sua cultura, com motivos naturalistas ou abstratos. A alternativa atual do artesanato Terena, como meio de subsistência, se dá, principalmente, através do barro, da palha, da tecelagem - atividades que representam um nítido resgate de sua arte ancestral indígena.
Os padrões dos grafismos usados pelos Terenas são basicamente o estilo floral, pontilhados, tracejados, espiralados e ondulados. Eles produzem peças utilitárias e decorativas: vasos, bilhas, potes, jarros, animais da região pantaneira - cobras, sapos, jacarés -, além de cachimbos, instrumentos musicais e variados adornos.
O acabamento das peças é feito com ferramentas rudimentares: seixos rolados, espátulas e ossos. O barro é preparado misturando aditivos para regular a plasticidade: pó de cerâmica amassado e peneirado, conchas trituradas e cinzas de vegetais. Numa fase anterior são retirados da argila resíduos como restos de vegetais e pedras.
As queimas são feitas em fogueiras a céu aberto ou em rudimentares fornos, usando lenha como combustão. Os indígenas verificam o estado do ciclo da queima tilintando com um pedaço de taquara nas peças. Através do som obtido constatam o estágio da cozedura.
Apesar de a cerâmica ser a principal atividade de artesanato, os Kadwéus desenvolvem também peças para decoração, produtos no traçado de palha, na tecelagem de cintas de algodão e na confecção de colares, o arco e flecha, cestas de palha cipó imbé e colonião, penachos, entre outros utensílios.
A cerâmica Kadiwéu se destaca em dois estilos diferentes. Há os padrões geométricos, abstratos, usados principalmente na pintura decorativa, e o estilo figurativo, no qual geralmente há a intenção de relatar algum acontecimento importante para a tribo.
Os mais apreciados são os vasos com a geometria característica. Usam em seus trabalhos argilas de diversas cores: preta, branca, vermelha e amarela. Com algumas delas fazem engobes para serem usados na decoração das peças, visando a obtenção de cores contrastantes e realces pictográficos.
Na decoração das peças usam o urucum para obter a cor vermelha e o genipapo para produzir a tinta preta, mesmos produtos usados para pintar o corpo nos rituais.
Os Kinikinawas desenvolvem um rico artesanato em cerâmica. Sua característica principal é a maior utilização da argila, tornando os objetos mais espessos e pesados. Produzem ainda artesanatos em cestaria, tecelagem, adereços, colares e pulseiras de semente de amoreira, pindó e cocares de pena de galinha e pássaros da região.
Bibliografia consultada e utilizada
http://www.pantanal-brasil.com/cultura/artesanato.aspx
http://rmtonline.globo.com/hotsites/ms/MeuMS/diversidade.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_de_Mato_Grosso_do_Sul

http://pt.wikibooks.org/wiki/Mato_Grosso_do_Sul/Cultura

5 comentários:

  1. Como é bom saber um pouco mais sobre a cultura de um povo, e o seu blog é realmente, muito rico e cheio de cultura! abraços

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  2. Olá...Seu Blog é maravilhoso!!!! É muito bom estar aqui. Que o anjo de Deus te proteja sempre.Obrigada pela visita ao meu Blog...
    Ah! já estou te seguindo.

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  3. muito bom o blog estava mesmo precisando de informações para a minha pesquisa

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  4. que bosta de blog quase sem informação

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